Respeito

Bicicletário da CPTM

Na semana retrasada um ciclista enviou a foto de uma bike e disse:

“Fui buscar minha bike no bicicletário da CPTM no Villa Lobos e, infelizmente, a encontrei sem as luzes e sem o squeeze. No momento, tive pronta resposta dos funcionários: ’Não temos câmeras e não nos responsabilizamos por acessórios’”.

 

 

Contudo, o site da CPTM diz:

Deixe sua bike segura nas estações da CPTM.

Os bicicletários estimulam os trabalhadores que moram relativamente perto das estações da CPTM a se locomover de bicicleta, deixando o equipamento guardado em segurança até a volta para casa.”

A CPTM diz para deixar a sua bike com segurança, mas os seus funcionários dizem que não se responsabilizam. Assim, desse jeito, como fica em respeito ao cidadão?

No processo de incentivo ao uso da bicicleta ainda existem vários absurdos e a falta de entendimento sobre o que é mobilidade urbana.

A CPTM pretende estimular os trabalhadores a se locomoverem de bicicleta quando oferece bicicletários para eles guardarem as suas bikes em espaços iluminados e com segurança, a qual deve controlar os acessos e preservar as bicicletas. Para utilizar esse serviço prestado pela CPTM, lembramos que é preciso se cadastrar apresentando um documento expedido por órgão oficial.

Sendo assim, fica a questão sobre o fato ocorrido, o furto. Como resolver a falta de segurança e responsabilidade para com o cidadão?

Simples!

Com educação, respeito e bom senso. Bom para você, bom para todos!

Pedalar todos os dias em São Paulo sem problemas, por ruas e avenidas, compartilhando o espaço com respeito ao pedestre, motorista e motociclista, não pode depender de sorte. Mas em parte é assim! Caso o ciclista não cruze com um Alex Siwek ou Thor Baptista. Pedalar na cidade contando apenas com a sorte não pode. Isso é como apostar na loteria.

Quando se pedala nas ruas é preciso obedecer as regras e respeitar o próximo. Se for preciso ocupar a faixa de rolamento, sinalize para que os condutores dos veículos maiores diminuam a velocidade, balançando o braço esquerdo. Se for preciso utilizar um trecho na calçada por medo de pedalar no trânsito de automóveis, desmonte e caminhe como pedestre empurrando a bike.

Compartilhar o espaço é cidadania.

É bom usar qualquer espaço urbano, mesmo não estando montado na bicicleta.

No elevador também encontramos exemplos de má cidadania. Repare quando a pessoa tenta sair do elevador e encontra outras tentando entrar, as quais não esperam quem precisa sair para dar lugar para elas entrarem. Isso não é compartilhar o espaço adequadamente!

Repare que ao caminhar na calçada durante o horário comercial de almoço, vários grupos de muitas pessoas formam uma barreira que ocupa toda a calçada e não permitem que ou outros pedestres, que vão e vêm, possam circular livremente, sem precisar dizer “com licença”. Isso é falta de educação!

Repare, também, quantos carros viram numa esquina sem sinalizar com o pisca (seta). Repare, ainda, quantos pedestres se confundem e se assustam por não saberem a intenção do motorista que, de repente, vira o carro em sua direção. Isso quando não são machucados por atropelamento.

É incorreto dizer que a cidade tem problemas com a bicicleta. Que é perigoso pedalar. Que a culpa é do ciclista na calçada.

O problema é a falta de educacão, que pode existir em qualquer cidadão, seja ele quem for! Não podemos culpar um ou outros, simplesmente. Ser cidadão e praticar a cidadania não pode ser um privilégio. Todos somos cidadão e devemos praticar a cidadania. Devemos transmitir bons exemplos. Se alguém falta com o respeito, não devemos xingar, não se deve espernear e nem culpar o ciclista. Se puder, conte o ocorrido e diga qual é a melhor maneira de agir. Assim, podemos dividir experiências e compartilhar uma cidade melhor para se viver. Uma cidade humana de verdade.

Exercite, pratique, questione. Respeite.

Compartilhar o espaço público é cidadania.

FOTOS: Israel Rodriguez

BICYMPLE

Andar de bicicleta é simples

Nova bike muda o jeito de pedalar

Bicymple é o nome de um novo conceito de bike articulada, simples, feita apenas com o essencial para se pedalar, e inovadora, porque dispensa a tradicional corrente – os pedais estão ligados ao eixo da roda traseira. Esta bike minimalista é uma criação conjunta do designer Josh Bechtel com o estúdio Scalyfish Design.

Assita o vídeo:

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Saiba mais: http://www.bicymple.com/

Um ciclista morto por semana

Ciclistas acidentados em São Paulo somam nove por dia

Os dados não são novidade porque já tinham sido divulgados em 2012, mas, desde o trágico atropelamento de David de Souza, nos últimos dias os meios de comunição social em geral voltaram a dar importância aos números de acidentes com bicicletas e mortes de ciclistas. Apesar das estatísticas não serem atuais a quantidade é assustadora.

Só a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET apurou que em 2010 ocorreram 49 mortes de ciclistas em acidentes de trânsito em São Paulo, um número menor que o de anos anteriores, mas ainda muito elevado, o que revela evidente falta de segurança para o ciclista circular por vias públicas.

Já a Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo concluiu, em 2011, um levantamento indicando que a cada dia nove ciclistas são internados em hospitais públicos, todos vítimas de acidentes de trânsito que, muitas vezes, são atingidos por automóveis ou mesmo por ônibus, o que torna comum a ocorrência de politraumatismo, quando não acontece amputação de um membro.

Como solução para reduzir essas estatísticas que representam uma tragédia para São Paulo, ciclistas afirmam que é preciso realizar uma série de ações em conjunto, tais como, criar infraestrutura adequada e melhorar aquela que já existe, realizar campanhas educativas, instalar mais sinalização, implantar um sistema de fiscalização eficiente, entre outros, por exemplo.

bikes no mexicoDesrespeito pelo ciclista no trânsito não é exclusividade do Brasileiro, como se vê neste acidente ocorrido no México

A CET recomenda as seguindes medidas de segurança para os cilistas que trafegam em São Paulo:
• Velocidade: como a bicicleta é o veículo mais frágil, o aumento da velocidade implica o aumento do risco, portanto não é uma boa prática no trânsito;

• Vias de trânsito rápido: por lei, é proibido o tráfego de bicicletas em vias expressas e rodovias. O tráfego em avenidas apesar de não ser proibido é uma prática pouco segura para o ciclista;

• Calçada: a calçada é de uso exclusivo do pedestres, salvo se o órgão de trânsito liberá-la para o tráfego de bicicletas e para isto a calçada deverá ser sinalizada;

• Equipamentos de segurança: o capacete é um equipamento de segurança recomendável para o ciclista e é essencial que ele seja de boa qualidade. Além disso, é obrigatório o uso de refletivos nos pedais, laterais, dianteira e traseira da bicicleta. E para melhorar a visibilidade do ciclista pelos demais motoristas, recomenda-se o uso de roupas claras e acessórios refletivos;

• Tráfego pelo corredor: apesar de ser permitido circular entre veículos parados no “corredor” formado entre os carros junto ao bordo da pista, é necessário ressaltar que o ciclista estará se expondo a um risco muito grande;
• Conversão à direita: se não pretende realizar esta conversão, o ciclista deve sinalizar e sair do bordo direito da pista, evitando, assim, ser cortado pelos carros que vão virar à direita;

• Posicionamento no semáforo: é imprescindível que o ciclista se posicione à frente dos carros parados no semáforo, de modo a conseguir reservar seu lugar na pista. Como a bicicleta é definida como veículo (não motorizado), deve se sujeitar a toda sinalização implantada na via.